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Abaixo-assinado em apoio à Erika Hilton e Benny Briolly à frente das Comissões da Mulher.

Nos últimos dias, a deputada federal Erika Hilton, na Câmara dos Deputados do Brasil, e a vereadora Benny Briolly, na Câmara Municipal de Niterói, têm sido alvo de uma onda de ataques transfóbicos e discursos de ódio por parte da extrema direita.

Esses ataques não são isolados. Eles fazem parte de uma agenda política de exclusão, que busca negar a humanidade, a legitimidade e a participação política de pessoas trans na vida pública brasileira.

É preciso afirmar com clareza: mulheres trans são mulheres.

E, como mulheres, têm todo o direito de liderar espaços institucionais dedicados à defesa dos direitos das mulheres, inclusive as Comissões da Mulher.

Aliás, a própria história política brasileira mostra que muitas dessas comissões foram, por anos, ocupadas majoritariamente por homens, como já ocorreu em diversos parlamentos, inclusive em capitais como São Paulo. Questionar mulheres trans por ocuparem esses espaços, portanto, não é defesa das mulheres: é transfobia mascarada de discurso político.

Tanto Erika Hilton quanto Benny Briolly possuem trajetórias legislativas reconhecidas na defesa dos direitos das mulheres, da igualdade de gênero e da proteção contra a violência. Seu trabalho institucional demonstra compromisso com pautas feministas, com o enfrentamento ao machismo estrutural e com a ampliação de direitos.

Desqualificar essas trajetórias por puro preconceito significa transformar o ódio em critério político, algo que não pode ser normalizado em uma democracia.

Também é fundamental lembrar que pessoas trans estão entre os grupos mais vulnerabilizados do país. O Brasil figura, há anos, entre os países com maior número de assassinatos de pessoas trans no mundo, segundo dados da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA).

A expectativa de vida média dessa população gira em torno de 35 anos, resultado de um contexto histórico de exclusão social, violência, discriminação e ausência de políticas públicas adequadas.

Não por acaso, a extrema direita tem transformado pessoas trans em alvo prioritário de ataques políticos e campanhas de desinformação, tentando impedir avanços em direitos humanos e na igualdade de gênero.

Defender a presença de mulheres trans em espaços de poder é, portanto, defender a democracia, a igualdade e o direito de todas as mulheres à representação política.

Por isso, este abaixo-assinado manifesta apoio público e irrestrito à liderança de Erika Hilton e Benny Briolly à frente das Comissões da Mulher em seus respectivos parlamentos.

Seguiremos afirmando, sem recuar:

Mulheres trans são mulheres. Transfobia não pode definir os rumos da política brasileira, e o ódio não vencerá a luta por direitos.

Assine e compartilhe.

Pela democracia, pela dignidade e pelo respeito a todas as mulheres.

©loryfairy 2026

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